terça-feira, 17 de setembro de 2013

Crítica: Sete Minutos


Ir ao teatro, ao cinema, a um concerto é parte da rotina de um cidadão culturalmente ativo. Regras de conduta, implícitas ou explícitas, escritas em livros de etiqueta ou ditadas pelo bom senso devem ser respeitadas para que todos possam ter seu entretenimento garantido. Afinal, nada mais desagradável do que um vizinho de poltrona inconveniente, utilizando este termo como eufemismo para mal educado a um esperado esperado evento e lá se deparar com um vizinho de poltrona mal educado. Porém quando aqueles que supostamente foram para aproveitar o espetáculo acabam com ele, a surpresa e o caos estão instalados.

Na peça Sete Minutos, a personagem de Antônio Fagundes ao representar Macbeth para uma casa lotada, incomoda-se com a atitude do público, demonstrando que não há uma cortina de ferro entre o palco e as poltronas. Nos oitenta e dois minutos de deleite, não somente sete como sugere o título, a crítica feita ao povo despreparado é irredutível. Não se pode condenar aqueles cujas condições de vida nunca proporcionaram um momento de contato direto com a arte. Um maior envolvimento com esse fantástico mundo poderia ser a cura dos males não só retratados na peça teatral, mas também para outros anseios que precisam de instrução para emergir.

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