quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Crítica: O Teorema Katherine


Collin Singleton ex gênio cujo potencial foi identificado ainda na infância, fluente em dez línguas incluindo russo, latim e grego, expert em anagramas, está preocupado. Nos seus dezessete anos de vida ainda não realizou nada que o fizesse entrar para a história, nunca teve o seu momento 'eureka' como o próprio costuma dizer. Ele ainda se encontra em uma situação no mínimo curiosa. Ao todo já namorou dezenove Katherines. Não Catherines com C, nem Cathys. Sonmente KA-THE-RI-NES, com todas as letras. E todos esses casos amorosos tem mais um ponto em comum além do nome: todos vieram por acabar mal. É então que o protagonista decide resolver seus problemas. Está obcecado em criar um teorema, composto pelo terminante e pelo terminado, capaz de prever qualquer relacionamento, especialmente o fim.

Sexto livro de John Green (terceiro traduzido para o português), também autor do sucesso 'A Culpa é das Estrelas', 'O Teorema Katherine' difere dos outros romances do gênero. Com leitura leve e agradável, enaltece a arte e a ciência, trazendo informações a todo o momento para o leitor, seja no próprio enredo ou nas divertidíssimas notas de rodapé.

Mais do que um livro sobre ligações frustradas, numerosos nas prateleiras das livrarias, a história do garoto prodígio leva a uma reflexão sobre verdadeira autoconhecimento e futuro, algo que Collin precisa viajar para longe de casa obter e o leitor tem o privilégio de fazê-lo apenas virando a página, sem incomodar o seu esfíncter da pupila.

2 comentários:

  1. Lu, minha querida... vá em frente... tudo o que vc faz fica bem feito...abraços!!!

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    1. Obrigada, Cris! Fico feliz que goste! Beijos!

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