domingo, 8 de setembro de 2013

Trilha de Brioches



Maria Antonieta. Qual o seu primeiro pensamento quando escuta esse nome? Aula de história sobre Revolução Francesa? A viagem a Paris onde conhecerá o Palácio de Versailles? A famosa frase 'Se não tem pão, que comam brioches', que na verdade a jovem rainha jamais disse? Existem diversas interpretações sobre a vida dessa célebre austríaca, que vão desde sanguessuga dos plebeus à meretriz real. Eu particularmente a admiro. Sei que a ela muitas vezes agiu erroneamente, mas quem não o faz? Chegar a corte a uma corte estrangeira aos 14 anos e casar-se com quem viria a ser brevemente o futuro rei da França não era uma tarefa fácil. Dar a essa um hedeiro, muito menos. Um affair com um militar era errado? Era. Mas nas condições que ela se encontrava, sobre a pressão que um reino inteiro fazia sobre ela, não podemos julgá-la. Talvez o que me encante nela seja sim a sua maneira de lidar com a vida, de utilizar a moda como um escape que acabou por selar seu destino. De tantas coisas ela foi acusada injustamente, foi presa, e até minutos antes da sua ida a guilhotina ela não desistiu da vida. No tempo em que permaneceu na Conciergerie, seus cabelos passaram de loiro para branco, e é essa a razão para a minha mecha branca. Uma singela homenagem a Maria Antonieta, esta que apenas 215 anos depois de sua execução a França desculpou-se com a Áustria por essa, e um lembrete, para sempre recordar-me de que preciso fazer aquilo que gosto, deixar a minha marca na história, antes que meus cabelos fiquem completamente brancos e seja a minha vez de ir para a guilhotina.

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