segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sobre a Cultura do Estupro


Desde os primórdios a figura feminina se viu submissa aos homem; afinal uma das únicas sociedades passadas em que esta realmente possuía liberdade e poder argumentativa era a egípcia, sendo que até no modelo democrático grego ela não era considerada cidadã. A consolidação de um sistema patriarcal resultou em inúmeras práticas e tradições, hoje possivelmente consideradas obsoletas. A virgindade como pré-requisito para um casamento imperava até mesmo nas famílias reais e a descoberta de uma suposta fornicação era severamente punida. O tempo passou e a necessidade de sustentar a casa em tempos de guerra ocasionou maior liberdade ratificada pela pílula contraceptiva e pelos movimentos feministas.

Infelizmente, muitos parecem ainda não ter absorvido a mudança e o olhar sobre o “sexo frágil” como um objeto a ser possuído vigora. E propagandas de  de cerveja ou de automóveis apenas comprovam isso. Entretanto a manifestação do machismo que causa maior preocupação é a de “cultura de estupro” , a qual culpa a própria vítima pelo ato de ser agressor. A justificativa daqueles ( as quais) defendem a ideia  é que uma “dama  deve se dar ao respeito”, não utilizando roupas que possa "atiçar" os hormônios masculinos.
Este argumento remete ao posicionamento da Igreja Católica durante a Idade média em relação a “fêmea” fruto do pecado.

Se faz necessário uma reeducação acerca do assunto. Aulas de educação sexual nas escolas não somente focadas no ato sexual em si, mas também direcionadas às questões de gênero e diversidade transformando o preconceito em respeito de ambos os lados, evitando que no futuro seja fundamental ensinar uma garota a colocar uma camisinha feminina antiestupro.

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