quinta-feira, 7 de maio de 2015

The Nanny: uma série para descontrair.

Estampas de onça, roupas curtas e extravagantes são marcas
registradas dessa babá nada convencional.

Eu poderia listar minha prova de alemão ou a minha redação de francês como motivo da demora para escrever esse post. Mas a verdade é que todas as vezes nas quais eu o começava, o meu próprio assunto distraía-me. Só mais um episódio, eu prometia. São só vinte minutos, talvez eu perca algo essencial a ser comentado. A verdade é que eu simplesmente queria ver mais um passo no romance entre Mr. Sheffield e Miss Fine.

Tudo começa quando Fran Fine, uma atendente em uma loja de roupas, é demitida. E isso não acontece pela sua voz anasalada, suas roupas escandalosas ou seus hábitos incomuns. Seu namorado, e dono da loja, apenas se interessa por outra mulher. E então lá estava Fran, vendendo maquiagem à porta da Família Sheffield, onde encontra um charmoso inglês produtor da Brodway, um mordomo perspicaz, uma sócia meio amarga. E do dia para noite, ela se torna babá de Maggie, Brighton e Grace.

Apesar da fórmula fácil para sucesso, como uma irmã mais velha que só pensa em garotos, um herdeiro displicente e uma caçula neurótica, The Nanny surpreende com os diálogos bem pensados, contendo sempre um duplo sentido. Quando a parceira de negócios de Maxwell, C.C., diz que seus ovos estão secos, o mordomo comemora, afirmando que o futuro estava a salvo. Ou quando ela diz que jamais seria pega usando determinado vestido, ele novamente  provoca a Srta. Babcock dizendo que ela precisaria estar morta há dois meses para servir naquela peça de roupa. Também acontecem referências à cultura pop, como à Noviça Rebelde, e também aos acontecimentos políticos da época, como o governo Clinton e o casamento de Charles e Diana.

Outro ápice do programa é certamente a relação entre a babá e seu patrão, viúvo. Desde os primeiros episódios pode-se notar uma tensão entre os dois. E essa ligação é fortemente trabalhada ao longo das temporadas, forçando-nos a continuar assistindo, para finalmente ver Fran casando-se com o milionário que sua mãe sempre desejou.

Entretanto, o que mais me surpreendeu em toda a pesquisa que fiz acerca de 'The Nanny', foi descobrir o histórico de vida da atriz que deu vida à protagonista. Francine Joy Drescher nasceu em Nova York em setembro de 1957. Cresceu na cidade junto a sua família judaica e desde cedo demonstrou interesse em ter uma vida pública. Foi modelo e fez pequenos papéis em filmes, antes de participar da série de TV que a consagrou como artista. Mas eventos ocorrido em 1985 e 2000 trouxeram consideráveis mudanças em sua vida, e a fez assumir um papel muito mais social: foi vítima de um abuso sexual durante um assalto e venceu um câncer de útero. E em ambas as situações, apesar de trágicas, ela transformou em algo positivo. Foi enviada especial do governo George W. Bush, para representar o país nas questões de saúde da mulher. Em campos políticos ela também apoio a senadora Hillary Clinton para a corrida presidencial como candidata do Partido Democrata, em 2008. Já em 2012, endossou o Presidente Obama em sua reeleição.

Fico feliz pela Netflix mais uma vez tenha disponibilizado um conteúdo de qualidade, e que serve para aquilo que se propõe: entreter. E também ter me proporcionado conhecer a história de uma artista além de suas atuações, pois com tantos exemplos de famas levianas, é sempre bom ter um exemplo ou outro para distorcer um deprimente padrão.

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