sexta-feira, 5 de junho de 2015

Capítulo 6, 74 dias ou finalmente dei entrada no visto.

Toda a papelada que eu precisei reunir,
para que eu posso me tornar uma cidadã portuguesa
(mesmo que temporariamente). 

Com 74 dias faltando para eu finalmente embarcar rumo à Coimbra, o questionamento que mais me perturba é se agora, com praticamente tudo pronto, o tempo irá passar mais rapidamente ou mais vagarosamente (se é que isso seja possível). Afinal, estou esperando esta data desde janeiro e sinceramente, para mim o ano ainda não começou. Acredito que já li todas as informações disponíveis online sobre a cidade, a universidade e o país. Em ao menos quatro línguas. E toda essa pesquisa é uma mistura de curiosidade, falta do que fazer e necessidade. A quantidade de documentos que precisa-se para fazer toda a parte burocrática da viagem parece ser infinita. Hoje mesmo eu descobri que precisarei enviar o meu histórico escolar para ser validado no MEC e no Itamaraty (), lá em Brasília. Isso sem falar em tudo o que será apresentado para as autoridades portuguesas.

Essa semana, por exemplo, dei entrada no visto. O que foi uma emoção muito grande, pois eu estava realmente bem apreensiva quanto a isso. Já havia lido sobre o atendimento não muito simpático do Consulado, e no grupo do brasileiros que irão à Coimbra (esse assunto merece um post só para ele, pois mesmo nos falando somente por mensagens e pelas redes sociais, o grupo já se mostrou fantástico!) muitos comentaram sobre o que foi ou não aceito ou sobre a demora de tudo. 

Logo no início da organização, eu já havia mandado um e-mail para o Vice-Consulado de Portugal em Curitiba, ao qual eles responderam com uma lista completíssima com o passo a passo para reunir tudo o que era preciso. Recomendo muito que se você estiver precisando dessas informações, que você envie um e-mail ou telefone para a representação portuguesa mais próxima de sua residência, pois varia muito de região para região. É por isso que não postarei aqui o que me foi pedido, justamente para evitar confusões. O que posso adiantar é no meu caso, foi exigida uma Carta de Intenções, falando como eu consegui ingressar nessa universidade e qual o meu interesse no país deles. Se você precisar escrever uma, eu fiz uma versão comentada da minha, instruindo por tópicos uma forma de escrever a sua. 

Levei então a Carta de Intenções e os outros dezenove documentos até o Consulado, sem horário marcado, assim como fui orientada. E fui surpreendida com a rapidez e a simpatia que fui recebida. A senhora que me atendeu contou sobre a cidade dela (Aveiro) e sobre como eu iria me enamorar por Portugal. Além de comentar sobre como eu sou uma pessoa prevenida, devido a todas as segundas cópias e documentos extras que levei. Voltei de lá com metade do que tinha levado e muito satisfeita, apesar do valor um tanto quanto alto que devemos pagar. 

Obviamente, ainda preciso esperar para ver se o visto me será concedido, mas confesso que estou confiante, pois a simpática (e elegante) senhora já me desejou uma boa viagem e uma boa estadia em terras lusas. Acho que foi nesse momento em que eu senti como estou me aproximando de minha mudança para a terra dos nossos colonizadores. E eu mal posso esperar para conhecer o outra lado da moeda. Ou deveria dizer, o outro lado do Atlântico?

Para aprender a escrever uma carta de intenções,
 (ou me ensinar a melhorar uma, nunca se sabe), você pode clicar aqui. 
Para ler todos os outros posts sobre a minha ida à Coimbra, 

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